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Famílias
que sonham em adquirir a casa própria, mas não têm pressa,
podem planejar a compra e, assim, obter vantagens na
negociação no futuro. Este é o perfil de comprador atendido
pelo consórcio - segmento que está em franco crescimento
no País - e é indicado para a compra a longo prazo.
"O mercado vem respondendo ao consórcio
ao longo dos anos positivamente”, afirma o presidente
da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios
(Abac), Rodolfo Montosa. Em 2006, o setor cresceu 30%.
Numa projeção conservadora, a previsão é que este ano
aumente mais 20%. No Brasil, há 700 mil inscritos. A
maior parte dos consorciados pertence às faixas de renda
B e C. O crédito médio é de R$ 65 mil, segundo dados
da Abac. Esses números foram apresentados
durante o 29.º Congresso Nacional de Administradoras
de Consórcio (Conac) realizado de 21
a 23 de março em
São Paulo. O evento reuniu empresários
do setor para discutir os rumos do mercado no País.
O encontro ocorre em um ano especial para
o setor imobiliário, em que a oferta explosiva de crédito
promete movimentar as vendas. Mas, segundo Montosa,
isso não afeta o mercado de consórcio: “O consórcio
é um produto que não tem relação direta com qualquer
tipo de financiamento porque você trabalha com o elemento
de formação de poupança”. Em outras palavras,
o consórcio atende quem quer salvar recursos para comprar
a casa própria no futuro. Já o financiamento atende
a um perfil de comprador que necessita do imóvel a curto
prazo. Segundo o executivo, o consórcio é
interessante porque o brasileiro tem dificuldades para
poupar. “O poupador não tem um caminho de destino para
o dinheiro. Então, qualquer motivo é motivo para ele
gastar tudo no consumo”, explica. Como as
parcelas são pagas antes da compra do bem, não há incidência
de juros. Por isso, o custo total do produto é bem menor
do que o do financiamento. O cálculo das parcelas é
feito por meio da divisão do valor da carta de crédito
pelo número de meses. Sobre esse valor incidem a taxa
administrativa, o seguro de vida, e a correção do saldo
pelo Índice Nacional da Construção Civil (INCC). Algumas
administradoras também cobram uma taxa de fundo de reserva,
para assegurar-se contra o risco da inadimplência dos
consorciados. Outra vantagem é que, quando
o consorciado é contemplado (por sorteio ou lance),
ele recebe uma carta de crédito que equivale à compra
a vista. “Por isso, tem maior poder de negociação”,
destaca Montosa. Com o dinheiro, ele pode comprar qualquer
tipo de imóvel, seja usado, novo, comercial, residencial,
casa, apartamento ou até usar o recurso para fazer reforma.
Os riscos do consórcio são pequenos, segundo
Montosa. “Tem a variação menos oscilante do mercado”,
afirma. Caso a administradora vá à falência, por exemplo,
o Banco Central, que regula as operações, pode intervir
e o grupo é mantido
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