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Para evitar juros altos, consumidor faz opção pelo consórcio

 

 O total de pessoas que decidiu fazer um consórcio em 2006 cresceu 1,1% e atingiu 3,44 milhões em relação a 2005, apontam dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), que compreende os setores de imóveis, veículos automotores, eletroeletrônicos e outros bens duráveis.

Para o presidente nacional da Abac, Rodolfo Montosa, o crescimento é positivo, apesar de 2006 ter sido um ano "atípico", com Copa do Mundo e eleições. "Observamos uma evolução positiva apoiada na credibilidade e na confiança dos participantes", considerou, acrescentando que, mesmo com as quedas da taxa básica de juro, a Selic, o brasileiro optou por analisar as opções de venda parcelada. "Nesse comparativo, os consórcios levaram vantagem, pois nele não há cobrança de juros."

O segmento de imóveis foi o único que registrou crescimento de novos participantes ativos no ano passado. Segundo a Abac, foram 210 mil novos consorciados em 2006, atingindo um volume de 400 mil pessoas que aderiram a esse tipo de negócio – um incremento de 14,3% sobre 2005.

Contemplados – Além do crescimento no número de participantes ativos no segmento de imóveis, também houve incremento no número de contemplados. Em 2006, 43,2 mil consorciados foram ao mercado para adquirir um imóvel, novo ou usado, um terreno ou construir a própria residência, ante 33,8 mil contemplados no ano anterior.

Participação – A Abac informa que de acordo com dados do Banco Central (BC), os consórcios dobraram sua participação no Sistema Financeiro Habitacional (SFH) ao longo de nove anos. Segundo a Abac, em 1998 a representatividade era de 14%, enquanto em 2006 subiu para 28%.

Montosa disse que atualmente cerca de 300 mil consorciados ainda não foram contemplados. "Uma carteira equivalente a duas vezes o número de financiamentos realizados em 2006", disse.

Perfil – O relatório da Abac aponta também uma inversão no perfil dos participantes ativos. Em 1995, perto de 71% dos créditos solicitados variavam de R$ 10 mil a R$ 50 mil. Hoje, 57,9% pedem esses valores. Houve queda ainda nos pedidos de créditos de até R$ 10 mil, que já tiveram 14,7% de participação e agora representam 1,1%. Essas reduções resultaram no crescimento de solicitações de créditos superiores a R$ 50 mil – em 1995 representava 14% dos pedidos, ante os 41% atuais.

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