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Consórcio da casa própria - carta de crédito contemplada é a opção mais barata

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Com taxas de 1,7% ao ano, consórcio ainda é opção mais barata para aquisição da casa própria

 A redução da taxa de juros para aquisição de casa própria, anunciada pelo governo na última semana, vai beneficiar famílias interessadas em comprar imóveis novos ou usados de até R$ 100 mil. A taxa passou de 10,16% para 8,66% para financiamentos com recursos do FGTS. A boa notícia vem abrir ainda mais o leque de opções dos consumidores que buscam comprar com crédito parcelado. Mas, mesmo com a redução de juros, a alternativa mais barata ainda é o consórcio imobiliário, que não tem juros, apenas a taxa de administração que é de no máximo 0,14% ao mês, ou 1,7% ao ano. “Em relação ao financiamento, a diferença no custo final ainda é enorme, além da flexibilidade que o consorciado encontra para construir, reformar e comprar imóveis novos ou usados, em valores de até R$ 350 mil”, diz Tatiana Reichmann, diretora do Consórcio de Imóveis Ademilar, empresa com sede em Curitiba. Além disso, o consórcio também permite a utilização do FGTS, segundo as regras da Caixa Econômica.

Lançado há pouco mais de quinze anos – a Ademilar foi a primeira empresa no Brasil autorizada a operar no segmento – o consórcio imobiliário vem crescendo bastante nos últimos anos. Segundo dados da ABAC – Associação Brasileira das Administradoras de Consórcios – os 405,2 mil participantes registrados em fevereiro último foram 27,6% mais que os 317,5 mil somados no mesmo mês de 2006. Nos dois primeiros meses deste ano, o acumulado nas vendas foi de 27,9 mil novas cotas, 5,8% mais que as 26,4 mil totalizadas no primeiro bimestre do ano passado. Também as contemplações andaram em alta. O crescimento foi de 10,5%, subindo de 6,3 mil (jan-fev/2006) para 6,9 mil (jan-fev/2007).

Um estudo solicitado pela ABAC à Quorum Brasil revelou que os consórcios deverão crescer mais em 2007. O destaque foi o setor imobiliário apontado por mais de 90% dos administradores consultados. Denominada A Visão do Administrador sobre o Negócio Consórcio, a pesquisa mostra como cinqüenta e dois empresários do setor traçaram suas futuras estratégias e, de forma consolidada, apontaram uma evolução expressiva para este ano, conforme esclarece Rodolfo Montosa, presidente nacional da ABAC

Depois de ouvir mais de cinqüenta empresas com representatividade em todos os segmentos – automóveis, caminhões, eletroeletrônicos, imóveis, motocicletas, e tratores e máquinas – observou-se que o crescimento e alguns recordes registrados no ano passado ocorreram em função da estabilidade da economia, elevação no consumo interno de diferentes produtos e da confiança no país e no produto consórcio.

As expectativas de aumento dos negócios, registradas no estudo, mostraram que os imóveis terão o maior para 90% dos entrevistados. Em segundo lugar ficaram as motocicletas com 67% de indicações. Os eletroeletrônicos subirão para 56% dos administradores questionados. No setor de veículos automotores, as projeções são de aumento para os caminhões, de acordo com 42% dos perguntados, 36% acreditam nos automóveis e 25% apontaram os tratores.

Ao apontar a relação de fatores que levaram ao crescimento no segmento, os administradores de consórcios indicaram, primeiro, o poder de compra da moeda e a possibilidade de programação de compra. Depois, foram ainda mencionados o aquecimento das vendas, especialmente nos mercados imobiliários e automobilístico, a confiança do consumidor em aquisições de bens a longo prazo, e o aumento da credibilidade das empresas frente ao consumidor.

Fonte: Guia Paraná

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